A NVI23 Removeu Versículos da Escritura?

O debate sobre decisões editoriais em traduções bíblicas no Brasil enfrenta um desafio recorrente: trata-se de um campo profundamente polarizado, no qual diferenças metodológicas são frequentemente interpretadas como erros (ou até mesmo como dolo), distorções ou até mesmo como alterações indevidas do texto das Escrituras.

Nesse contexto, acusações como a de que determinada tradução “removeu versículos” tornam-se comuns, mas raramente são acompanhadas de uma reflexão prévia sobre o que constitui, de fato, o texto original do Novo Testamento. Sem essa definição, qualquer avaliação sobre inclusão ou omissão de material textual corre o risco de ser metodologicamente imprecisa.

Este estudo parte justamente dessa questão. A partir de uma breve discussão sobre diferentes concepções de texto original, seguida da análise de variantes textuais em Atos 15, buscamos responder de forma mais precisa à seguinte pergunta:

A revisão da NVI de 2023 removeu versículos da Escritura?


I. O que é o texto original?

Antes de mais nada, é necessário compreender que, ao falar sobre adições, remoções ou alterações no texto bíblico, é indispensável definir qual é o texto original. Sem essa definição, não é possível demonstrar se houve, de fato, qualquer alteração.

Uma ilustração pode ajudar. No conhecido “jogo dos sete erros”, só é possível identificar diferenças entre duas imagens se houver um referencial claro do que é o original e do que é a cópia. Se alguém assume que a imagem da esquerda é a original, a da direita será considerada defeituosa; mas, se o referencial for invertido, a avaliação também se inverte.

O mesmo princípio se aplica aqui. Só é possível afirmar que uma tradução adiciona ou remove elementos da Escritura se soubermos qual é o texto original.

Então, a pergunta que deveríamos considerar com atenção é: o que é o texto original?


II. Diferentes Perspectivas sobre o Texto Original

A definição do texto original não é uniforme, e diferentes tradições textuais operam com critérios distintos. De forma geral, é possível identificar três abordagens principais:

  1. Texto Crítico
    1. Edição Tyndale House: prioriza manuscritos mais antigos, especialmente anteriores ao século V
    2. Edições Nestle-Aland (NA) / UBS Greek New Testament: consideram o conjunto mais amplo de evidências disponíveis
  2. Texto Bizantino
    1. Texto Majoritário: baseado na maioria dos manuscritos preservados
    2. Prioridade Bizantina: ênfase em manuscritos bizantinos, especialmente unciais anteriores ao século IX
    3. Família 35: tradição bizantina mais tardia e estável
  3. Texto Recebido
    1. Edição de F. H. A. Scrivener (1881), adotada pela Sociedade Bíblica Trinitariana (ACF; cf. KJV);
    2. Outras edições clássicas do TR incluem: Desiderius Erasmus, Robert Estienne (Stephanus), Theodore Beza, Elzevir.1

Alguns dados são particularmente relevantes para o debate:

  1. Esses textos são aproximadamente 94% a 96% idênticos entre si! A transmissão do NT é absolutamente bem preservada.2
  2. Apesar disso, o desenvolvimento do texto ao longo de cerca de quinze séculos de transmissão é inferior a 2%!3
  3. O grande volume do texto do Novo Testamento, com cerca de 138 a 140 mil palavras, naturalmente resulta em um número elevado de variantes textuais.4

A questão agora não é: Como que essas diferentes perspectivas impactam as decisões editoriais dos diferentes comitês de tradução?


III. Diferentes soluções para as variantes textuais

Diante da realidade das variantes textuais, os comitês de tradução precisam necessariamente adotar critérios para lidar com essas diferenças no processo editorial. Na prática, as traduções contemporâneas tendem a seguir procedimentos relativamente consolidados, que podem ser organizados em quatro abordagens principais:

  1. Ignorar, como fazem as traduções derivadas do Textus Receptus (ACF, ARC);
  2. Identificar variantes textuais em notas de rodapé, como faz a NVT, NVI [1993, 2000, 2011, 2023];
  3. Questionar variantes colocando-as em colchetes, como faz a ARA, NVT;
  4. Informar leitores sobre uma variante textual adicionando-a em uma nota de rodapé, como fazem a maioria das traduções brasileiras;

De modo geral, as traduções ecléticas utilizam o Texto Crítico como ponto de partida. No entanto, ao longo do processo, consideram leituras provenientes de outras tradições textuais. Isso significa que todas elas, em maior ou menor grau, incorporam influências de diferentes tradições, especialmente do Textus Receptus e da tradição bizantina.

A pergunta agora é: Como isso impacta as nossas traduções ecléticas?


III. Variantes Textuais nas Traduções Ecléticas

Para ilustrar a complexidade envolvida no tratamento das variantes textuais, consideremos TRÊS exemplos em Atos 15. Os casos foram selecionados por serem menos conhecidos, o que permite uma análise menos condicionada por debates prévios.


a. Atos 15:18

Este versículo apresenta uma multiplicidade de formas textuais em uma unidade extremamente curta, o que evidencia parte das complexidades que fazem parte do processo de decisão editorial.

A forma mais antiga, γνωστὰ ἀπ’ αἰῶνος (“conhecidas desde os tempos antigos”), é refletida em traduções como NVI (1993, 2011, 2023) e também em edições da ARC (1968, 1969, 1995).5

Já a tradição latina, conhecida principalmente pela Vulgata, apresenta a forma ἐστὶν τῷ κυρίῳ τὸ ἔργον αὐτοῦ (“conhecida desde a eternidade é ao Senhor a sua obra”), refletida em traduções como ARA, A21 e NAA (cf. TB 2010).6

Por sua vez, a tradição bizantina expande significativamente o texto: Γνωστὰ ἀπ’ αἰῶνός ἐστιν τῷ θεῷ πάντα τὰ ἔργα αὐτοῦ (“conhecidas desde a eternidade são a Deus todas as suas obras”), leitura adotada por traduções como a ACF.

As diferentes edições da NVI mantêm consistentemente a forma mais curta no texto principal, variando apenas na formulação das notas de rodapé, que registram leituras alternativas presentes na tradição manuscrita.

  1. NVI 1993:
    1. Texto: “conhecidas desde os tempos antigos”
    2. Nota de Rodapé: Alguns manuscritos dizem: conhecido do Senhor desde os tempos antigos é o seu trabalho.
  2. NVI 2011:
    1. Texto: “conhecidas desde os tempos antigos”
    2. Nota de Rodapé: Alguns manuscritos dizem Conhecida do Senhor desde os tempos antigos é a sua obra.
  3. NVI 2023:
    1. Texto: “conhecidas desde os tempos antigos”
    2. Nota de Rodapé: Há manuscritos que trazem Conhecidas do Senhor são todas as suas obras desde os tempos antigos

Do ponto de vista da evidência, o cenário é igualmente complexo: o Coherence-Based Genealogical Method (CBGM) identifica 21 variantes para um trecho de apenas seis palavras, das quais 18 pertencem à tradição bizantina.

A história dessa tradição, entretanto, pode ser observada a partir da sua expansão. No séc. V, encontram-se variantes textuais anteriores àquela conhecida na tradição Bizantina, mas que são distintas delas de duas maneiras: (1) Alguns manuscritos atestam a variante sem verbo explícito e com indicação a Cristo (τῷ κυρίῳ τὸ ἔργον αὐτοῦ; cf. 02 [V]); (2) Outros manuscritos são vistos com verbo explícito, mas tendo ainda Cristo como referente (ἐστὶν τῷ κυρίῳ τὸ ἔργον αὐτοῦ; cf. 05 [V]). A variante tipicamente bizantina aparece pela primeira vez nos mss gregos sobrevivente a partir do século VI, tendo o verbo explícito, mas o referente em Deus (ἐστὶν τῷ θεῷ πάντα τὰ ἔργα αὐτοῦ; cf. 08 [VI] 014 [IX] 020 [IX] 025 [IX] 1 [XII] 1241 [XII] 1646 [XII] 1828 [XI] 1837 [X]).

O resultado é um tradição textual que inicia com uma forma concisa e se desenvolve em direção a uma formulação expandida, o que evidencia que a decisão de tradução, neste caso, não envolve simplesmente incluir ou remover uma variante, mas optar entre diferentes formas textuais que são de alguma forma atestadas na tradição manuscrita. Em casos como esse, traduções ecléticas tendem a optar a leitura mais antiga, como fizeram todas as revisões da NVI.


b. Atos 15:24

Neste caso, a variante envolve a cláusula explicativa típica da tradição bizantina: λέγοντες περιτέμνεσθαι καὶ τηρεῖν τὸν νόμον (dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei), presente em edições como TR, RP2005, 2018, e TM,7 e refletida em traduções como ACF e ARC1914.8 Curiosamente, essa variante não é mantida na tradição da ARC, sendo omitida em edições posteriores (ARC1968, ARC69 e ARC95).

O conteúdo da variante está claramente relacionado ao contexto imediato de Atos 15:1, onde a exigência da circuncisão é explicitamente mencionada, o que sugere uma possível expansão explicativa no processo de transmissão que teve sua origem na Tradição Ocidental.9

As edições da NVI (1993, 2011, 2023) apresentam uma forma mais curta do texto, sem inclusão da cláusula e sem registro da variante em nota de rodapé, refletindo uma decisão editorial consistente ao longo das revisões.

  1. NVI 1993:
    1. Soubemos que alguns saíram de nosso meio, sem nossa autorização, e os perturbaram, transtornando suas mentes com o que disseram
    2. Sem nota de rodapé.
  2. NVI 2011:
    1. Soubemos que alguns saíram de nosso meio, sem nossa autorização, e os perturbaram, transtornando a mente de vocês com o que disseram
    2. Sem nota de rodapé.
  3. NVI 2023:
    1. Soubemos que alguns saíram do nosso meio, sem a nossa autorização, e os perturbaram, transtornando a mente de vocês com o que disseram
    2. Sem nota de rodapé.

Do ponto de vista da evidência, o CBGM identifica 7 variantes para essa unidade, sendo seis delas pertencentes à tradição bizantina. A leitura mais curta (ὑμῶν) é amplamente atestada em testemunhos antigos e diversificados (𝔓33, 45vid, 74, א, A, B, D, entre outros), enquanto a forma expandida com a cláusula adicional aparece em manuscritos posteriores, predominantemente dentro da tradição bizantina. Os mais antigos testemunhos dessa tradição são todos posteriores ao séc. IX, com a exceção de dois Códices: Ephraemi Rescriptus (V) e Laudianus (VI).

O resultado, neste caso, é especialmente instrutivo, porque a forma mais longa não introduz uma ideia nova, mas torna explícito no v. 24 aquilo que já havia sido afirmado em Atos 15:1. Isso sugere que a expansão pode ter surgido como uma clarificação contextual no processo de transmissão.

A decisão de tradução, portanto, não consiste simplesmente em incluir ou remover palavras, mas em avaliar se uma formulação mais longa representa o texto inicial ou um desenvolvimento secundário. Em casos como esse, traduções ecléticas tendem a preferir a leitura mais curta e mais antiga, como fizeram as diferentes revisões da NVI, bem como a NVT, NTLH, ARA, A21 e NAA.10


b. Atos 15:34

Neste caso, a variante acontece em um lugar que afeta o sistema moderno de versificação. De acordo com a ἔδοξε δὲ τῷ Σίλᾳ ἐπιμεῖναι αὐτοῦ (mas Silas decidiu ficar ali), presente na tradição do TR e refletida em traduções como ACF, diversas edições da ARC, A1819, NVI 2011 e NVT. Outras traduções, como NTLH, ARA, A21 e NAA, sinalizam o texto com colchetes, indicando sua incerteza textual.

As diferentes edições da NVI ilustram bem a oscilação possível dentro de uma abordagem eclética: a NVI 1993 omite o versículo e registra a variante em nota; a NVI 2011 inclui o versículo no texto principal, com nota indicando sua ausência em manuscritos antigos; e a NVI 2023 retorna à omissão no texto, mantendo a leitura em nota de rodapé.

  1. NVI 1993:
    1. Omissão
    2. Nota de Rodapé: Alguns manuscritos acrescentam: e Silas decidiu ficar ali;
  2. NVI 2011:
    1. mas Silas decidiu ficar ali;
    2. Nota de Rodapé: Muitos manuscritos antigos não trazem o verso 34.
  3. NVI 2023:
    1. Omissão
    2. Nota de Rodapé: mas Silas decidiu ficar.11

Do ponto de vista da evidência, o CBGM identifica essencialmente duas formas: (1) a omissão do versículo, amplamente atestada em testemunhos antigos e diversos (𝔓74, א, A, B, E, Ψ, 81, entre outros), bem como na grande maioria dos manuscritos; (2) sua inclusão, presente em uma grupo de manuscritos posteriores, com pequenas variações internas (04 33 36 (181 ἐπιμένειν) 307 453 610 614 (945 αὐτόθι) 1175 1409 1678 1739 1891 2344 l 1178).12

Esse é um daqueles casos curiosos, pois a variante em questão é curta, não adiciona muito material narrativo, nem oferece uma explicação teológica. Trata-se apenas de um breve adendo à narrativa, que veio a existir em algum momento no séc. V. Contudo, esse adendo foi rejeitado pela maioria dos manuscritos, sendo isso evidenciado no fato de que esse verso não faz parte de nenhuma edição do Texto Bizantino nem do Texto Majoritário.13 E, pasmem! Também não faz parte do texto da Família 35.14

O que vemos nesse exemplo é que essa variante, que é menor que as duas anteriores, que é menos complexa, tem mais variações entre as traduções ecléticas do que as demais. A única razão para explicar esse caso, é que essa variante afeta o sistema de versificação. Isso poderia dar a entender que os editores estivesse removendo versos da Escritura, o que não é o caso. Aliás, para dizer que houve remoção de versículos é necessária presumir que Lucas tenha escrito o seu trabalho originalmente com esse sistema de versificação. Contudo, esse sistema aparece apenas em 1551, quando Robert Estiene os adiciona arbitrariamente ao texto do NT.

Em outras palavras, nesse caso particular os editores e revisores de traduções ecléticas estão lidando com variantes textuais, como fizeram nos outros dois casos. Entretanto, nesse caso tomam uma decisão diferente em função da versificação. Além disso, me parece que essa decisão não cria um problema para o próprio entendimento do texto:

A razão para sua adição provavelmente está no versículo 40, onde Paulo escolhe Silas para acompanhá-lo na viagem seguinte. O versículo parece tentar explicar a presença de Silas em Antioquia, mas ignora o fato de que algum tempo já havia passado e que Silas poderia ter retornado após levar o relatório a Jerusalém (…). Na verdade, a adição cria uma dificuldade em relação ao versículo 33 que não existe quando o versículo é omitido.15


Conclusão

Nenhuma edição do texto grego do Novo Testamento é neutra em relação às variantes textuais. Seja na tradição do Textus Receptus, do Texto Majoritário, da Tradição Bizantina ou da Família 35, todas essas edições representam escolhas editoriais feitas diante de leituras divergentes na tradição manuscrita. Isso significa que cada uma delas toma decisões sobre o que deve ser incluído no texto e o que deve ser excluído baseado no método escolhido. Por essa razão, a acusação de “remoção de versículos” não pode ser formulada de maneira absoluta, mas apenas em relação a um texto de referência previamente definido.

O mesmo se aplica às traduções ecléticas do Novo Testamento no Brasil. Nenhuma delas simplesmente “reproduz” um texto grego sem considerar suas variantes. Antes, todas operam a partir de decisões editoriais que envolvem a inclusão, omissão ou sinalização de variantes textuais. Traduções como NVT, NAA, ARA, NVI 2011 e NVI 1993 diferem entre si exatamente porque, em determinados pontos, adotam leituras distintas ou tratam as variantes de maneiras diferentes. Essas diferenças não constituem exceções no processo tradutório, mas são inerentes à própria natureza do trabalho com a tradição textual do Novo Testamento.

Retomando, então, a pergunta inicial:
A revisão da NVI de 2023 removeu versículos da Escritura?

A resposta depende inteiramente do que se considera como texto original. À luz dos exemplos apresentados, e considerando o exemplos citado, podemos dizer:

  1. Se a NVI 1993 for tomada como referência, a resposta é não;
  2. Se a ARC 1995 for tomada como referência, a resposta é não;
  3. Se o Texto Majoritário, Bizantino ou Família 35 for tomado como base, a resposta é não;
  4. Se o Texto Crítico for tomado como base, a resposta também é não;
  5. Se o Textus Receptus, a KJV, a ACF ou a NVI 2011 forem tomados como referência, então a resposta será afirmativa.

O que foi feito, portanto, foi um trabalho eclético: as variantes textuais foram avaliadas individualmente e as decisões foram tomadas em nível de comitê, com base na evidência disponível. Como princípio editorial, optou-se por registrar em nota apenas variantes muito significativas. Variantes secundárias não foram citadas, nem no rodapé.

Então, o que o comitê da NVI23 fez? Nós seguimos a prática comum das traduções ecléticas, informando o leitor sobre variantes textuais relevantes por meio de notas de rodapé, como fez a NVI 1993. Por essa razão, essas duas traduções podem ser consideradas virtualmente idênticas nesse quesito.

Para compreender o desenvolvimento do Textus Receptus, é importante observar sua formação editorial ao longo do tempo: Desiderius Erasmus publicou cinco edições do Novo Testamento grego (1516, 1519, 1522, 1527, 1535), inaugurando a tradição impressa, paralelamente à Complutensian Polyglot, cujo texto grego foi impresso em 1514 e publicado em 1522; em seguida, Robert Estienne (Stephanus) produziu quatro edições (1546, 1549, 1550, 1551), sendo a de 1550 especialmente influente; Theodore Beza publicou nove edições entre 1565 e 1604 (incluindo 1565, 1582, 1588–89, 1598, 1604), consolidando e ajustando o texto recebido; por fim, os Elzevir editions publicaram sete edições (1624, 1633, 1641, 1656, 1662, 1670, 1678), sendo a de 1633 a que consagrou a expressão textus receptus, indicando um texto amplamente aceito na tradição impressa.

2

O dado é derivado da similaridade textual entre o texto da UBS e o TM, de acordo com o CBGM em Atos e Marcos. Para uma visão um pouco diferente, considere: “Sob todas as teorias, cerca de 90% do texto original do Novo Testamento é considerado estabelecido.” – Maurice A. Robinson, “The Case for Byzantine Priority,” em The New Testament in the Original Greek: Byzantine Text Form (Bellingham, WA: Logos Bible Software, 2023).

3

“Ao longo de vários séculos, apenas cerca de dois mil e quinhentas palavras foram adicionadas ao texto original. O Novo Testamento cresceu em tamanho desde as cópias mais antigas até as mais recentes – quatorze séculos depois – em cerca de 2%. Esse é um processo de transmissão extraordinariamente estável.” – Daniel B. Wallace, Reinventing Jesus: What the Da Vinci Code and Other Novel Speculations Don’t Tell You (Grand Rapids: Kregel Publications, 2006), 55.

4

Sugerimos que uma estimativa razoável para o número de variantes textuais no Novo Testamento grego (sem incluir diferenças de grafia) é de cerca de 500.000.” – Peter Gurry, “The Number of Variants in the Greek New Testament: A Proposal Estimate,” NTS 62, no. 1 (2016), 119.

5

A Bíblia Sagrada Em Português, Edição Revista E Corrigida. )Sociedade Bíblica de Portugal, 1968); Almeida Revista E Corrigida. (Sociedade Bíblica do Brasil, 1969); Almeida Revista E Corrigida. (Sociedade Bíblica do Brasil, 1995).

6

Almeida Revista E Atualizada. (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993); Bíblia Sagrada Almeida Século 21. 3.a edição. (São Paulo, SP: Vida Nova, 2013); Nova Almeida Atualizada. 3a edição. (Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017); Bíblia Sagrada, Tradução Brasileira 2010. (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2010).

7

Edições consultadas do Textus ReceptusStephen’s 1550 Textus Receptus: With Morphology. (Bellingham, WA: Logos Bible Software, 2002); Robinson, Maurice. Elzevir Textus Receptus (1624): With Morphology. (Bellingham, WA: Logos Bible Software, 2002); Scrivener, F. H. A. The New Testament in Greek. (Cambridge: Cambridge University Press, 1881). Edições do Texto Bizantino: Robinson, Maurice A., The New Testament in the Original Greek: Byzantine Textform 2005, with Morphology. (Bellingham, WA: Logos Bible Software, 2006); Robinson, Maurice A., and William G. Pierpont. The New Testament in the Original Greek: Byzantine Text Form. (Bellingham, WA: Logos Bible Software, 2023). Edição do Texto Majoritário: Hodges, Zane Clark, Arthur L. Farstad, and William C. Dunkin. The Greek New Testament according to the Majority Text. 2nd ed. (Nashville: T. Nelson Publishers, 1985).

8

Almeida, João Ferreira d’, trans. A Biblia Sagrada, Contendo O Velho E O Novo Testamento. Edição Revista e Corrigida. (New York: American Bible Society, 1914).

9

Após essas palavras, a maioria dos manuscritos gregos inclui uma frase explicativa adicional, λέγοντες περιτέμνεσθαι καὶ τηρεῖν τὸν νόμον (“dizendo: ‘é necessário circuncidar-se e guardar a lei’”; 04 [08] 044 181 307 etc.); um minúsculo apresenta apenas o acréscimo de τηρεῖν τὸν νόμον ao final do versículo (“[não demos instrução] para guardar a lei”; 1175). A leitura mais longa parece ser uma expansão típica do tipo “ocidental”, com conteúdo derivado de Atos 15:1 e 15:5. A forte evidência externa em favor da leitura mais curta (𝔓33 𝔓45 𝔓74 01 02 03 05 33 81 latᵛˡ-pt, vg co eth), incluindo, de forma incomum, o Codex Bezae, sustenta sua autenticidade.” – H. A. G. HoughtonA Textual Commentary on the Greek New Testament: A Companion to the Sixth Edition of the United Bible Societies’ Greek New Testament (Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2025), 307–308.

10

Nova Versão Transformadora. (São Paulo-SP: Editora Mundo Cristão, 2021); Nova Tradução Na Linguagem de Hoje. (Sociedade Bíblica do Brasil, 2000); Almeida Revista E Atualizada. (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993); Bíblia Sagrada Almeida Século 21. 3.a edição. )São Paulo, SP: Vida Nova, 2013); Nova Almeida Atualizada. Edição Revista e Atualizada, 3a edição. (Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017).

11

Para quem quiser ver as notas de rodapé da NVI1993 com mais clareza, segue a imagem da versão usada na live:

 

12

Existe uma versão da segunda variante que não é incluída no aparato do CBGM, visto ser uma variante claramente espúria: ἔδοξε δὲ τῷ Σιλᾷ ἐπιμεῖναι πρὸς αὐτοὺς, μόνος δὲ Ἰούδας ἐπορεύθη (Mas pareceu bem a Silas permanecer com eles; porém Judas partiu sozinho) 𝔓127vid D1 (D* Σιλεᾷ and omit πρός) itd (itar, gig, l, ph, ro vgmss αὐτοῦ for πρὸς αὐτούς, itw vgcl ἐπορεύ́θη εἰς Ἰερουσαλήμ) Cassiodorus.

13

Robinson, Maurice A., The New Testament in the Original Greek: Byzantine Textform 2005, with Morphology. (Bellingham, WA: Logos Bible Software, 2006); Robinson, Maurice A., and William G. Pierpont. The New Testament in the Original Greek: Byzantine Text Form. (Bellingham, WA: Logos Bible Software, 2023). Hodges, Zane Clark, Arthur L. Farstad, and William C. Dunkin. The Greek New Testament according to the Majority Text. 2nd ed. (Nashville: T. Nelson Publishers, 1985).

14

Wilbur Pickering, O Novo Testamento Grego segundo a Família 35: Texto Grego e Aparato Crítico (Brasília: Os Semeadores, 2021), 291-92.

15

Darrell L. BockActs, Baker Exegetical Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2007), 515. Ver também: “O versículo 34 é omitido por um grupo significativo de manuscritos (cf. nota da RSV). Ele representa uma tentativa de um escriba de resolver a aparente contradição entre a partida de Silas para Jerusalém no versículo 33 e sua presença em Antioquia no versículo 40; no entanto, o versículo entra em contradição tão evidente com o versículo 33, que já havia registrado a partida de Silas, que não pode ser considerado autêntico.” – I. Howard MarshallActs: An Introduction and Commentary, vol. 5, Tyndale New Testament Commentaries (Nottingham, England: Inter-Varsity Press, 1980), 270–271; “A afirmação do versículo 34 de que “Silas decidiu permanecer ali” (nota da NIV; cf. AV) é claramente uma glosa. Os melhores manuscritos a omitem. Provavelmente foi acrescentada para explicar como, no versículo 40, Silas estava em Antioquia, mas contradiz a afirmação clara do versículo 33 de que ele e Judas haviam partido. – John R. W. StottThe Message of Acts: The Spirit, the Church & the World, The Bible Speaks Today (Leicester, England; Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1994), 252.

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